domingo, 29 de maio de 2016

A triste geração que virou escrava da própria carreira.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. 
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
 Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior. 
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim. 
Frequentou as melhores escolas.
 Entrou nas melhores faculdades. 
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados.
Ficaram orgulhosos, com razão. 
E veio pós, especialização, mestrado, MBA.

Os diplomas foram subindo pelas paredes. 
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. 
Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. 
Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. 
Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar. 
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo. O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício. O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir. Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo. Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent. Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não: aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito. Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa. Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório. Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia. Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”. Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo. Só não via que os dias estavam passando. Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

RUTH MANUS

sábado, 7 de maio de 2016

SOMETHING IS BETTER THAN NOTHING ?

That is the question.

Não
Não
E não.

Nada é melhor. Se este algo não soma,
Porque se não soma e não diminui, NADA é igual.
E se só diminui e não soma, é PREJUÍZO.
Agora... este algo a longo prazo pode te oferecer mais?
Porque 'something' talvez possa te alimentar...
Nada não...


Mas posso preferir o nada, do que comer merda.

Think About it.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

... a sua vida...

Você, perto dos 60 anos nesta década de pura bagunça política brasileira, o que você construiu ao longo dos anos?
Um império, muito dinheiro, muitos amigos, muita cultura e coleções de carimbos no seu passaporte?
Uma família, amigos, e sua casa e empresa?
Seu carro, muitos bens materiais, uma esposa e amantes?
Uma carreira, um nome, um livro, um prêmio?
Só herdou as coisas de seus avós?
Ou você só destruiu tudo ao longo do tempo? Seus amigos não são seus amigos, sua casa é vazia, sua família não o procura.
Continua a aprender e desfrutar das banalidades que a vida tem a oferecer, junto com os prazeres estúpidos e momentos passageiros nada marcantes que sua rotina lhe proporciona. Ou você terá uma história descente e digna para contar para seus netos?

Você perto dos 40, priorizou o que? Sua família, seus filhos? O estudo? O ensino? Seu trabalho? Sua individualidade?  Seu sucesso? Sua sociedade? Todas são perguntas que todos deveríamos responder, o que almeja, o que prioriza reflete diretamente no que você é, e no que alcançará. E a beleza de tudo o que você fez ou não agora estão nos olhos de quem você ensinou a fazer. Toda a prioridade que você um dia deu a algo, esta hoje, criando, ou gerando orgulho ou repulsa em quem a sua volta está.

Você perto dos 30, se dedicou à que? Amigos, festas, bebida, drogas, mulheres?
Seu trabalho, construir a carreira e crescer? Sua família, amor e devoção? Sua cultura e filantropia, e a busca de conhecimento e interesses pessoais? Só se sentir bem e gerar toda aquela positividade, esperando socialização e sucesso?
A pergunta é... Sentiu se orgulhoso de você ao redor desta idade? ou você fez diferença, alguma sequer para ser no mínimo lembrado e lembrar de algo que fez?

A vida em modo automático é tão fácil. Acordar, banhar-se, tomar seu café e começar a trabalhar... todos os dias nesta rotina incessante e cansativa, voltar no final do dia realizado ou destruído, ligar para alguém tão atolado como você para buscar alguma futilidade para que haja o mínimo de emoção após um dia totalmente sem graça.
A fuga é também parte da rotina, vamos beber, procurar superar a solidão por um momento com alguma garota ou cara que vai nos fazer sentir melhor por um par de horas, ou claro, beber, se humilhar, até estar se arrastando, pegar o carro, acabar com uma vida, e destruir uma família talvez.
Obviamente influenciando nisto, TUDO, mas tudo o que você pode oferecer para alguém, ou mostrar para aquele que um dia você quer sentir se orgulhoso dele. Seu filho.

Tudo, mas tudo o que você faz, é considerado bom ou não pelos outros. Mas tudo isso não deve ser julgado por ninguém, nunca. O que me preocupa é, quando se deitar antes de partir, pensará o que da sua vida digna e terá orgulho do que deixou pra trás, que é apenas uma imagem. E nada mais.

quarta-feira, 16 de março de 2016

PAZ. POR FAVOR.

PORQUE EU PREFIRO TER PAZ, do que razão.

terça-feira, 8 de março de 2016

JUNGLE BOOK

Espero tão desesperadamente!

As músicas podem não ser de Sherman, mas meu coração espera que superem!

Balu
Bagueehra
Shere Kahn
Akela
Kaa
Rama
Nilgai
King Louie







segunda-feira, 7 de março de 2016

Somos o que fazemos o outro sentir...

O que você é se o faz rir? Se o faz gemer, se o faz querer. Você é um palhaço, uma acompanhante? E se o faz chorar, perder e cansar? O que você é? O que você deveria ser? Fazer? Escolher? Manter? Lhe digo apenas... você não deveria chorar... e você não é o que o faz ou a faz sentir... você é um ou uma babaca por tentar fazer quem só te vê como objeto, feliz...