quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A roupa que não te serve.

Toda a minha vida, fugi de tendências, moda, o que está usando, esteriótipo e "o que fica melhor", acontece que... é difícil neste mundo e sociedade ser aceito de certa forma quando se não gosta do que todo mundo gosta, então acabamos cedendo... e o pior é que na realidade ligamos um pouco, mas isso é errado porque há sempre os que também não gostam. E você não se sente tão peixe fora d'água 'anymore'.

Mas "se encaixar" para alguns é um fardo, que carregamos a vida inteira.
Para outros o molde da personalidade depende claramente do meio. A tendência, o assunto, o hit do momento, achar o em comum para entrar na roda. Fazer e falar o que todos falam e fazem não tem haver com autenticidade meu caro, tem haver com personalidade... e a sua é moldada baseado no que acontece lá fora.

Se encaixar em algum lugar é necessário em nossa sociedade hoje em dia, assim como ser alguém, se destacar em algo, ser bom em algo, fazer bem a alguém, se sentir bem ou ter algo para mostrar.
Se você faz questão de ter, você precisa ser... Já ouviu isso?

Crescemos e precisamos ser, responsáveis já que a cultura imposta pela sociedade nos obriga a sermos independentes para gerar descendentes dependentes... Precisamos ser coerentes, pacientes, criativos, esforçados, economistas, administradores e por assim vai... e o que acontece com aqueles que já com seus vinte e poucos anos e não são? Ou ainda estão tentando se descobrir, ou se encaixar?

É uma pena tentar entrar em uma roupa apertada, e ver que não fica bem em você... talvez nunca tenha ficado, talvez você engordou, ou talvez você apenas CRESCEU. Isso não significa ser algo ruim nem de longe... O passado já serviu ao seu momento... e  há coisas que é preciso deixar ir embora... deixar no caminho. Alguém pode se agradar em tê-lo.

Interessante é saber que há pessoas que não só tentam se vestir com o que não serve, mas acha que tem algo errado com elas por não servir.
Conheço pessoas que compraram um carro para fazer parte da roda, conheço algumas que colocaram silicone pra não ficar menos chamativa que as amigas, conheço os que começaram a ingerir "coisas" para não ficar de fora, e as que pintaram o cabelo porque todas fizeram. São exemplos banais que podem mexer físico, psicologicamente no presente e ter consequências no futuro.

Porque você não pode ou consegue deixar o que não te serve então? Você precisa usar o que todos usam, ter o que todos têm, e ser isso que você considera aceitável?
Tome consciência disso, e deixe ir aquela pessoa, aquele conflito, aquela angústia, aquele vício, aquele prazer, aquele conforto ou desconforto, aquela estabilidade, aquela mágoa, aquela certeza, aquele falto você, aquele que você acha que você é.

Aceitar que é pequeno é difícil, aceitar algo que não concordamos é difícil, mas é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerramos ciclos, fechamos portas, envelhecemos, nos machucamos, ficamos burros...

Tentar ser algo nos faz ganhar, nos faz perder... ninguém pode prever, mas o que passou jamais vai voltar, então lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo que hoje não te serve. Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se serve mais no seu corpo, na sua vida.

Imagine que você tem um armário, e que este sempre te pertenceu, e você pode guardar qualquer coisa nele, e retirar qualquer coisa dele... Imagine que o tempo foi passando e você foi guardando tudo lá...  o que era bom, o que te servia, o que era importante, coisas que você ganhou, pessoas que você conheceu, vitórias, descobertas... tudo do seu gosto.
Você também guardou mágoas, o que te fez sofrer, coisas ruins, coisas que não te serviam, mas que vai que um dia você pode usar. Guardou presentes que você não gostou, derrotas, tristezas, preocupações e o que você até perdeu.

Você foi guardando, conforme a sociedade foi te "obrigando" a fazer, sem organização... você viu todos fazendo, e por repetição seguiu o que viu sendo feito... Mas você é a única pessoa que pode mexer, jogar, entrar ali, organizar, limpar, o que não cabe, o que nunca coube na sua vida.

Conceitos, preconceitos, máscaras, marcas, vários "EU", gostos diferentes, histórias repetidas...
Jogue se não te serve... o que aperta, prende, o que te assusta, e te entristece e angustia. Se seu pé cresceu... não seja burro e não use um sapato menor... DÓI. Colocá-lo não dói. Mas tente andar com ele... e ali na frente haverá ferimentos. Apenas.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Não sou OBRIGADA.

Não... Não somos obrigados a aguentar TUDO. Paciência tem limites e a vida é para ser VIVIDA, 
Não SUPORTADA.

sábado, 20 de agosto de 2016

Sociedade imposta

Posso ou não acreditar que existem três tipos de homens como três tipos de mulheres....

Homens pequenos. Mulheres pequenas.


Homens médios. Mulheres Médias


Homens grandes. Mulheres Grandes


Nenhum é baseado em inteligência, tamanho de pênis ou peito, muito menos personalidade.
Não tem haver com status, condição financeira, muito menos quantidade de privilégios.
Não tem haver com seguidores, contatos e muito menos amigos no facebook. Não tem haver com nome, sobrenome, profissão e vocação.

Pode ter relação com influencia e educação... Mas tudo é realmente baseado nas escolhas dos seus atos, pensamentos e querer ser cada vez melhor ou não.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

As consequências físicas de suas escolhas.... Mickey Brady, 51 anos.

“...Eu comecei a fumar aos 14 anos, quando comecei a sair com meus amigos. Nessa idade você pensa que é indispensável, mas à medida que envelhece sua saúde envelhece junto. Sou o primeiro na minha família a ser diagnosticado com câncer. Nunca pense que isso nunca irá acontecer com você”. Pai de um filho, ele agora está enfrentando sua sexta semana de radioterapia e quimioterapia, e os médicos disseram-lhe estar esperançosos quanto a cura da doença.
“Eu não queria assustar as pessoas com a imagem, só queria incentivar uma conversa a respeito dos riscos do tabagismo. Os médicos disseram que, como fui diagnosticado cedo, tenho mais esperanças de cura. Felizmente tenho o apoio dos familiares e um monte de amigos ao meu lado”.

terça-feira, 21 de junho de 2016

... Vocês reparam?

... Sabe qual a segunda coisa pior para um pai, depois de perder um filho?
É ver o filho caminhar para a mesma vida que ele teve, e não poder fazer nada...
... E o sentimento de impotência deixa você zangado o tempo todo.
... Nos deixa, exaustos...

terça-feira, 31 de maio de 2016

Juventude, estilo de vida X doença.

Dia 31 de maio é o Dia Mundial Sem Tabaco 2010, e em sua comemoração o Doutor Leonardo traz uma série de quatro artigos sobre o tabagismo. Hoje em dia todo o mundo sabe que cigarro causa uma série de doenças, mas mesmo assim o Ministério da Saúde estima que 16% dos brasileiros adultos fumem ativamente. O artigo de hoje é para os outros 84% dos brasileiros adultos, que não conseguem entender como aquele amigo ou parente consegue fumar mesmo sabendo que cigarro faz mal.
O motivo mais simples é a juventude. Sim, o tabagismo está diminuindo também entre adolescentes, mas quase todos os fumantes tragaram o primeiro cigarro antes dos 18 anos de idade. Nessa idade a pessoa é mais propensa a novas experiências, tem mais necessidade de aceitação social, e está criando uma identidade própria. Fica difícil negar um cigarro. No Brasil é proibido vender (ou dar) cigarro a menores de idade, mas todo o mundo sabe que o acesso é fácil. Existe até quem diga que a proibição torna o cigarro ainda mais atraente…
Além disso, quando começaram a fumar, a maioria dos fumantes de hoje também não sabiam que cigarro fazia mal. Na verdade, nas décadas de 30 a 40 os cientistas da Alemanha já tinham indícios dos malefícios do tabaco, mas depois da Segunda Guerra Mundial os americanos varreram esse conhecimento para baixo do tapete como coisa de nazista. Na década de 60, no entanto, já existiam estudos provando definitivamente que os cigarros causavam câncer de pulmão, por exemplo, mas esse tipo de estudo enfrentou uma oposição tão forte da indústria do tabaco que em 1994 as 7 maiores empresas do ramo nos EUA ainda se prestavam a dizer em público que nem cigarro, nem nicotina viciava. (Assista ao vídeo, em inglês.) A situação só foi revertida quando organizações governamentais e não-governamentais começaram a fazer propagandas caras sobre os malefícios do tabagismo.
Algumas características da pessoa também a tornam mais propensa a fumar. Os homens, por exemplo, ainda fumam mais que as mulheres: 20% deles são tabagistas, e só 13% delas. Mas essa diferença está diminuindo, porque existe cada vez menos restrição social ao tabagismo entre as mulheres (deixou de ser tabu), e por motivos pouco explicados os homens parecem ter mais facilidade de largar o cigarro que as mulheres. Além do sexo, a escolaridade também é muito importante. A proporção de fumantes entre as pessoas com pouco estudo é 1,5 a 2 vezes maior que entre as pessoas com mais estudo. Por fim, o local em que ela mora é muito importante. O número de fumantes em Porto Alegre, por exemplo, é mais de 2 vezes maior que aquele em Salvador, em relação ao número de habitantes. O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro onde fica a Souza Cruz, subsidiária da British American Tobacco que domina o mercado brasileiro há mais de 50 anos. A cultura do tabaco usa muita mão-de-obra, geralmente na forma de agricultura familiar, de forma que restrições ao tabagismo (mesmo que passivo) são encaradas como uma ameaça ao trabalho dessas famílias.
Agora sendo sincero, fumar é gostoso. Nunca fumei, mas de tanto ouvir os fumantes falar eu sou obrigado a acreditar. A nicotina é amarga que só, mas, quando chega ao cérebro, ativa a parte do prazer. É o mesmo efeito que outras drogas, como o álcool e a cocaína. Na década de 60 a Philips Morris começou a alterar o tabaco dos cigarros, introduzindo por exemplo a amônia. A amônia aumenta a velocidade de absorção da nicotina dos pulmões (dizem alguns inclusive que fica mais rápido que uma injeção na veia), o que aumenta a capacidade de uma droga causar dependência. Hoje em dia todos os cigarros já usam esse tipo de artifício, basta perguntar a quem fuma há mais de 50 anos para saber se não houve diferença.
Quem tem dependência física de nicotina dificilmente fuma menos de 5 cigarros por dia. Isso porque, cerca de meia hora depois da pessoa ter fumado um cigarro, o organismo começa a eliminar a nicotina, e algumas horas depois quase tudo já foi eliminado. A pessoa pode então sentir dificuldade de concentração, ansiedade, insônia, depressão, aumento do apetite, desconforto abdominal e diminuição do ritmo cardíaco. E mais importante, a pessoa sente vontade de fumar, e sabe que, se fumar, esse sintomas vão embora. A gravidade da síndrome de abstinência varia de uma pessoa para outra, sendo pior principalmente em quem fuma mais de um maço por dia e/ou fuma o primeiro cigarro menos de 30 minutos depois de ter acordado.
Além da dependência física, o cigarro também causa dependência psicológica. À medida que o cigarro se torna algo familiar à pessoa, ela começa a enxergar nele um apoio para as horas de estresse, solidão ou tristeza. Algumas pessoas contam que, sem ter um maço por perto, ficam desesperadas, mas ao conseguir um cigarro, antes mesmo de acendê-lo já se sentem melhor. Um dia conheci, vejam só, um ex-tabagista que passou meses com um maço de cigarros no bolso para lhe dar segurança. O cigarro vira uma espécie de amigo, e já soube até de uma mulher que chamava o cigarro de meu amante.
A terceira forma de dependência é a associação entre o cigarro e determinadas situações. Grande parte dos fumantes, por exemplo, sente uma vontade intensa de fumar (a fissura) quando bebem café, e alguns tomam café quando já estão com vontade de fumar, para fazer boca de pito. Outras situações comuns em que a pessoa pode sentir fissura são as refeições, as relações sexuais, ou o uso de bebida alcoólica. Isso sem contar, claro, com o cheiro da fumaça do cigarro de outro fumante.
Durante séculos as pessoas achavam que o tabagismo era um estilo de vida, e não uma doença. Mas mesmo hoje em dia existem pessoas que usam o cigarro de propósito, para emagrecer. De fato, a nicotina diminui o apetite, assim como o fazem outras drogas como o álcool e a cocaína. Mais ainda, quando a pessoa para de fumar ela ganha, em média, 2 a 4 quilos. Essa quantidade varia de uma pessoa para outra; conheço gente que ganhou 10 ou até 20 quilos parando de fumar, mas também conheço pessoas que emagreceram. O mais incrível, acredito, são adolescentes que já fumavam ocasionalmente e que começam a fumar diariamente para emagrecer. O cigarro estraga dos dentes e envelhece a pessoa, mas cada um tem suas prioridades…
Outro motivo muito comum para a pessoa fumar é achar que parar faz mal. Até faz algum sentido: a pessoa tem 70 anos de idade, e fuma desde os 13, então não conhece outra vida. Pior ainda foi num bairro em que trabalhei. Todo o mundo se conhecia, e um idoso tinha morrido um ano após parar de fumar, então os outros fumantes ficaram ressabiados. De fato, no primeiro anos após parar de fumar, a mortalidade é maior que no grupo geral dos fumantes, mas isso só acontece porque as pessoas esperam ter um infarto ou descobrir um enfisema para resolver parar de fumar. Se essas pessoas não parassem de fumar, iam morrer até mais rápido, mas como elas param de fumar, vão parar nas estatísticas dos não-fumantes. Resumindo, parar de fumar faz bem para todo o mundo, independente de quanto tempo faz que a pessoa fuma, ou de qual idade a pessoa tenha.
E essa lista não estaria completa se eu não incluísse uma das afirmações que eu mais ouço: a dificuldade em parar de fumar. Muitas vezes, simplesmente por não acreditar ser capaz de parar de fumar, a pessoa se convence de que não quer mesmo parar de fumar, numa espécie de autodefesa contra o sentimento de impotência. Um motivo frequente para isso são as recaídas. Um ex-fumante que volte a fumar, ou que não consiga vencer os sintomas da síndrome de dependência, muitas vezes acredita que é fraco, e que não vai conseguir nunca parar de fumar. Na verdade, é bem pelo contrário, mas vou deixar para comentar o assunto nos próximos artigos.
Como eu disse acima, esse artigo foi escrito principalmente para os não-fumantes entenderem a cabeça dos fumantes. Mas, se você for fumante, por favor não se acanhe: deixe um comentário abaixo descrevendo os motivos que você percebe como mais importantes para você continuar fumando. E aproveite para enviar este artigo por e-mail, ou twitter, para aquele amigo ou parente seu que vive querendo mandar você parar de fumar.
http://leonardof.med.br/2010/05/10/10-motivos-para-fumar/